Memória Poética: Ramilla

Coletivo Estopô Balaio | 02 de Outubro de 2015

O Ateliê de Teatro, desenvolvido por Juão Nin e Adrielle Rezende, no Coletivo Estopô Balaio, promoveu uma oficina no Senac Santana, em São Paulo, intitulada "Memória Poética". A proposta era que cada participante levasse para a oficina um postal poético sobre a própria memória com a seguinte pergunta:

"Qual parte do meu corpo também é memória?"

Alguns deles, publicamos aqui no nosso diário. Este é o do Ramilla Souza, fotógrafa do Coletivo:

 

"Estranha" foi a palavra que, secretamente, sempre me definiu. Creser rápido demais, com braços longos demais, pés e mãos enormes, tão diferente das minhas primas em tantos sentidos.

"Estranha" foi a palavra que, secretamente, me acompanhou durante toda a vida, entre fases de desejo e repulsa. Um amor me disse uma vez que eu fazia tudo de um modo muito particular.

Entendi que meu corpo é uma dança estranha de mim. 

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