Por um mundo de mais respeito às travestis e transexuais - Entrevista com o Coletivo Metaxis

Ramilla Souza | 09 de Junho de 2015

O Cabaret D'água do mês de maio promoveu o encontro entre dois coletivos. O Coletivo Estopô Balaio e o Coletivo Metaxis de Teatro do Oprimido estiveram juntos, quando o Metaxis trouxe seu Cabaret Telmas para o nosso evento. O encontro não foi só de grupos, mas também de temáticas. Assim como o Cabaret D'água, o Cabaret Telmas trata de questões LGBT, de gênero e sexualidade, sobretudo em relação às travestis. Segue abaixo, uma entrevista com o grupo:

 

Coletivo Estopô Balaio: Como nasceu a temática do Cabaret Telmas dentro do Coletivo Metaxis?
Coletivo Metaxis: Surgiu dos desejo dos/as participantes em discutir suas sexualidades e desafios encontrados diariamente na sociedade sobre o tema e enxergando a falta de debate que existe na arte em relação ao assunto.

CEB: Qual a metodologia de trabalho utilizada no grupo?
CM: Trabalhamos com o Teatro do Oprimido, arsenal de técnicas criadas pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal. Nossa criação geralmente parte de improvisos que realizamos e alguns ensaios, mas principalmente da pesquisa e das experiências em territórios de prostituição travestis.

CEB: Por que é importante discutir a questão da travesti/transexual hoje?
CM: Porque já passou da hora de não mais aceitarmos passivamente os valores conservadores que se impõem sobre a sociedade e sobre a arte. As travestis/transexuais são pessoas como quaisquer outras e devem ser tratados com mais respeito e ganhar mais espaço para sua produção artística e afins.

CEB: Quais os pontos em comum que você vê entre o trabalho de vocês e o cabaret d'água?
CM: A militância por uma sociedade mais respeitosa e justa em relação a travesti/transexuais.

CEB: O que vocês acharam do cabaret d'água?
CM: Adoramos o espaço e achamos todos/as muito articulados/as. Fazem um lindo trabalho. Com seriedade, amor e sem deixar se ser divertido.

Coletivo Metaxis e Coletivo Estopô Balaio

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