Diário do Espectador A Cidade dos Rios Invisíveis: ICAF Rotterdam

Coletivo Estopô Balaio | 01 de Maio de 2016

Na primeira semana de apresentações desta temporada de A Cidade dos Rios Invisíveis, estiveram conosco os membros do International Community Arts Festival (ICAF ROTTERDAM), Ana Maria e Eugene. O resultado da participação deles é esse vídeo lindo do espetáculo: 

On Friday April 29, Anamaria and Eugene went to Bras train station to join an unusual community performance by an arts collective called 'Estopo Balaio'. The name is a slang term from Northeastern Brazil and means so much as 'an unstoppable urge to express'. The group operates from a house in one of the poorest neighbourhoods of São Paulo: Jardim Romano. Most residents there are migrants from the Northeast and their barrio regularly floods whenever it rains, causing great devastation and havock. The play, entitled The City of Invisible Rivers is based on authentic experiences of neighbourhood residents. It is the result of a beautiful, reciprocal collaboration with locals and a small nucleus of professional artists, including theatre makers, musicians and visual artists who themselves have roots in the Northeast. They have been working in Jardim Romano ['Roman garden'] for the past 5 years and have succeeded in establishing a very strong rapport with the community. They offer all manner of arts courses, organize block parties once a month, and have co-created the material for this show together with a group of local youngsters. The result is a stunning performative journey through this amazing area, giving colour and poetry to the environment and bringing out the beauty, the talent, and indeed the magic of what well-to-do outsiders perceive as a no-go area. The sheer love, commitment, creativity and high-level participatory art that artistic director João Junior and his collective bring to this place is a testimony to the incredible power of community art that is integrated fully in the daily life of a community.

Tradução: 

Na sexta, 29 de maio, Anamaria e Eugene foram para a estação de trem do Brás para conhecer um coletivo de artes incomum chamado Estopô Balaio. O nome é uma gíria do Nordeste do Brasil e significa uma 'incontrolável urgência para se expressar'. O grupo opera a partir de uma casa em um dos bairros mais pobres de São Paulo: Jardim Romano. A maior parte dos que residem lá são migrantes do Nordeste e o bairro alaga regularmente sempre que chove, causando grande devastação.

A peça, intitulada A Cidade dos Rios Invisíveis é baseada em experiências autênticas dos moradores do bairro. Ela é um resultado de um bonito e reciproco trabalho colaborativo com os moradores locais e um pequeno núcleo de de artistas profissionais, incluindo profissionais do teatro, músicos e artistas visuais que têm raízes no Nordeste.

Eles têm trabalhado no Jardim Romano nos últimos cinco anos e estabeleceram um laço forte com a comunidade. Eles oferecem toda a sorte de cursos de arte, organizam festas uma vez por mês e criaram o material para este espetáculo junto a jovens moradores do local.

O resultado é uma jornada performativa impressionante através desta área incrível, conferindo cor e poesia ao meio ambiente e mostrando a beleza, talento e mágica daquilo que os de fora vêem como um lugar para não frequentar. O puro amor, comprometimento, criatividade e qualidade artística que o diretor João Junior e seu coletivo levam para aquele lugar é um testemunho do poder incrível da arte comunitária, que é integrada completamente no dia-a-dia da comunidade.

 

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