Diário do Espectador A Cidade dos Rios Invisíveis: Aline Fabre

Coletivo Estopô Balaio | 01 de Junho de 2016

De Aline Fabre, escrito em 2015:

 

Quando eu era criança, gostava de observar o trem passar, naquela época, o trem que vai sentido Calmon Viana, andava com as portas abertas, as pessoas viajam penduradas na porta do trem, na minha imaginação pueril, aqueles trabalhadores eram como super heróis.

A cidade dos rios invisíveis, tornou-me sensível ao corriqueiro, despertou-me a imaginação, porém não mais como uma criança que de fora observa o trem passar, mas como um adulto viajante, que de dentro do trem observa o que se passa do outro lado da janela, vejo a desigualdade, grandes apartamentos e pequenas casas, prédios comerciais e barracos de madeira, um paralelo ao outro.

Após essa reflexão, fui envolvida pela música, pela poesia e pelas histórias de pequenos deuses, deuses guerreiros que lutaram contra a enchente, que em meio ao caos encontraram seu ofício, são histórias belas e tristes que fizeram meu coração pulsar de emoção, tamanha emoção que não coube no peito e escorreu pelos olhos.

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