Ateliê de Memória e Narrativa - Escrevendo cartas e criando canções

Ana Carolina Marinho | 19 de Maio de 2015

O ateliê de Memória e Narrativa foi super inspirador no último encontro. Iniciamos o dia aquecendo a manhã fria com histórias verdadeiras e mentirosas, o jogo era desvendá-las. Vários artistas e parceiros se juntaram a nós: Juão Nin, Sandra Cardoso, Karina Gomez, Harlane Rodrigues e seu Vital esquentaram ainda mais nosso caldeirão de ideias e inquietações.


Seguimos para a rua, em frente à estação Jardim Romano da CPTM com três ações:
1. Trocar histórias por café
2. Criar uma canção a partir de uma história contada
3. Escrever cartas para amigos, parentes ou amores


Escutar era a palavra de ordem. Doar-se era a qualidade do encontro. Muitas histórias foram contadas e escritas, cartas de amor para aqueles que não tinham coragem de falar, mas que sentiam que a palavra os empoderava; cartas de carinho para os pais. Tantas histórias de luta! Depois do encontro com o garoto prateado, Harlane Rodrigues, Juão Nin e seu Vital compuseram uma poesia para se tornar canção:

O menino prata / Estátua Viva

O menino da cor de moeda,
Valia ouro, não tinha uma prata.

Não tinha uma prata pra pegar o trem,
Pulava a grade para trabalhar,
Mas já era um trampo se arriscar.

Como é possível
ser invisível
Um menino que prata reluz?

Chamativo é insignificante
Em movimento ninguém o vê
Nessa terra que ninguém fica parado
Mas ele pára para sobreviver.

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